sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os diferentes níveis da sustentabilidade individual

O tema sustentabilidade tornou-se conhecido pelas pessoas devido à necessidade de uma conscientização mundial em relação ao uso que fazemos dos recursos extraídos da natureza. Essa questão está presente na maioria dos veículos de comunicação, além da sociedade civil e empresarial, trazendo à tona algumas reflexões importantes, quem se importa, como se importam e por quê?
Independentemente de muitas empresas terem adquirido, a princípio, práticas sustentáveis como selos de reconhecimento, fóruns de discussões e afins, o problema é maior. Partindo do princípio, “Nada muda, se você não muda”, esse '' você'', abrange a maior parcela da população.

Existem aqueles que têm o conhecimento sobre o conceito e práticas sustentáveis, porém não aplicam em suas ações diárias. Tanto para aqueles que conhecem, mas não aplicam como para os que quase desconhecem tais práticas, existe um ponto em comum: a consciência e o amadurecimento pessoal. Não adianta as pessoas cobrarem das empresas e amigos atitudes sustentavelmente responsáveis, se elas mesmas não conseguem reconhecer o papel de todos juntos inseridos neste meio.

Existem também aqueles que conhecem a questão da necessidade da consciência sustentável, porém acreditam não ser este um problema deles. Mas por quê? Como sabemos, o mundo caminha, cada vez mais, para a individualidade social. Os aparelhos eletrônicos construíram uma barreira para a naturalidade do diálogo, relações e convivência cara a cara. Esse exemplo nos faz perceber como as nossas atitudes tornam-se mais individuais, menos coletivas, e consequentemente não nos permitem refletir além de nossos próprios problemas. Logo, não acreditam na responsabilidade individual em relação à sociedade.

As diversas realidades sociais impuseram uma drástica diferença de cultura e informações. Isso acarretou na ignorância da massa, que, por sua vez, não é bem atualizada sobre as tendências de comportamento e assuntos. Nesse contexto, formam-se o grupo dos que desconhecem por completo o conceito de sustentabilidade.

Vale refletir sobre a efetividade dos selos e ações empresariais em relação às certificações sustentáveis, que muitas vezes não passam de uma máscara para entrar nos padrões de responsabilidade social. Afinal, as pessoas como cidadãs precisam também percorrer um significativo caminho para praticar e racionalizar seu papel de responsabilidade na sociedade. A real transformação é de dentro para fora, e não de fora para dentro, e o mais preocupante é que essa consciência ainda pode levar muito tempo para ser incorporada.


Por Beatriz Vianna

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