terça-feira, 16 de outubro de 2012

Homônimas Homófonas

“Querida, fui ao concerto. Nos falamos depois. Um beijo. Paulo”

Foi esse o bilhete que Julia encontrou sobre a mesa, numa sexta-feira fria, quando chegou em casa, após um dia de trabalho exaustivo. Lembrou que Paulo havia mencionado durante a semana que teria um compromisso na sexta, mas, não conseguindo segurar sua frustração, pensou: “Um concerto?! E ele nem sequer me convidou! Poxa... logo eu que gosto tanto de música”, mas ela se conformou e ficou em casa, sozinha. Dormiu, e na manhã de sábado ligou para o amado. Com um pouco de ciúme, estava insegura sobre por que não havia sido convidada, mas deixou a conversa fluir, até o momento em que não se segurou e disse: “E então, querido, foi ao concerto ontem?” e ele respondeu, “Sim, mas foi um ‘saco’, peguei fila, tive que esperar, só gastei minhas energias e foi aquela coisa de sempre...”, ela pensou que ele estivesse desdenhando do espetáculo para não chateá-la, mas não hesitou e perguntou... “E o final, como foi?”, ele, sem entender a insistência dela, disse: “bem, não teve um ‘gran finale’, mas por enquanto está bom. Não podia gastar muito com isso”.


Indignada, Julia não segurou sua revolta: “Paulo! Não acredito no que você está dizendo, e estou magoadíssima com o que você fez! Primeiro, vai ao concerto e não me chama, aliás, nem me disse com quem você foi. Vai ver era uma companhia muito melhor que eu, pois mesmo sem poder gastar e sem gostar de música, você foi! E segundo, por dizer ‘por enquanto está bom’! Você tem que aprender a valorizar os espetáculos de música! São pura arte! Pronto, falei! Estava engasgada. Pode continuar.” E ele, em meio à gargalhadas, disse: “Você está louca? Eu fui levar o meu notebook para consertar. Queria que eu te chamasse pra quê? Aguardar a fila de atendimento comigo?

Querida, fui sozinho, além disso, não podia gastar muito, você sabe, tenho economizado cada centavo para estar com você, e disse que não teve um ‘gran finale’ pois o problema foi apenas amenizado, mas em breve terei que comprar um novo computador. Não sei de onde você tirou essa ideia de que eu fui à um espetáculo! Pirou?! Claro que você seria a melhor companhia. Está mais calma?”


Envergonhada, Julia riu! Mas sabia o que tinha acontecido... a culpa era das homônimas homófonas!



Homônimas homófonas são aquelas palavras que têm mesma fonia, ou seja, seu som e pronúncia são iguais, mas seu sentido e grafia são diferentes.  


O personagem da história acima, Paulo, não percebeu que havia escrito uma palavra com sentido diferente do que pensava. Devido à semelhança da grafia e mesma fonia, provavelmente ele não se lembrou desse detalhe ortográfico que difere concerto de conserto.

Esse tipo de confusão é recorrente quando se trata de homônimas, mas como pudemos ver, pode resultar em confusão! Por isso, atenção na hora de escrever, nem tudo é tão óbvio quanto parece.


Para dar uma ‘mãozinha’ vamos deixar aqui uma lista de algumas homônimas homófonas e as diferenças de significados.


Serrar - Cerrar
serrar: cortar
cerrar: fechar


Cassar – Caçar
cassar: anular
caçar: procurar (alimento)


Acender – Acender
Acender: pôr fogo
Acender: subir

Coser - Cozer
Coser: costurar
Cozer: cozinhar


Cheque - Xeque
Cheque: ordem de pagamento
Xeque: lance de jogo de xadrez

Espiar - Expiar
Espiar: observar, espionar
Expiar: sofrer castigo

Cessão - Seção - Sessão
Cessão: ato de ceder
Seção: divisão
Sessão: reunião

Trás – Traz
Trás: atrás
Traz: trazer


Por Paloma Curopos

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bateria Cásper Líbero

“ÔOOOOOOO, ÔOOOOOOOOOOO QUE TORCIDA É ESSA”
 
Criada em 1997, a bateria da Cásper Líbero vem animando as festas da faculdade com empolgação e muita alegria. Com quase uma década e meia de existência, a bateria cresceu e se desenvolveu com o auxílio de verdadeiros fãs, que se propuseram a torná-la a mais animada dentre todas as baterias de outras universidades.

Composta por 37 integrantes, sendo alunos e ex-alunos, a bateria casperiana, além de estar presente nas festas, apoia a faculdade durante os Jogos Universitários de Comunicação e Artes, o Juca, com gritos de incentivo e músicas que animam a torcida durante o campeonato.


As letras das músicas são compostas pelos próprios alunos, e demonstram a alegria que eles têm em fazer parte dessa instituição de ensino e a paixão que sentem por ela. “Por isso vou te entregar Cásper, meu coração, eu te sigo toda parte, para te ver campeão”, “Vai Cásper, perdendo ou ganhando nunca te abandonarei” são trechos que exemplificam perfeitamente este sentimento coletivo dos membros da Bateria.


Com o apoio dos atletas, alunos, funcionários, sambistas e, especialmente, por cada um que empunhou um instrumento pela bateria, ela tornou-se referência entre as baterias acadêmicas por sua qualidade e ritmo. Hoje, é claro que, do samba, ao forró, passando pelo axé, afoxé, baião e chegando até o funk, não há limites para uma bateria que sabe como ninguém, por que não fica em casa.

Por Carolina Passoni

Bar do Zoio

Sexta-feira, o dia mais desejado por todas as pessoas, inclusive pelos alunos da Cásper Líbero, que aguardam ansiosamente o sinal das 22h30 para a aula terminar e o final de semana começar.  Alguns alunos seguem para suas casas, outros para algum programa já marcado, mas a maioria vai para o famoso “Bar do Zoio”.

Localizado na Paulista, próximo ao metrô Brigadeiro, o bar é o lugar preferido de muitos casperianos, que se reúnem para conversar, brincar e comemorar o fim da semana. Seu nome verdadeiro é “Domínio's Bar”, mas desde que um dos atendentes, muito carismático por sinal, foi apelidado pelos alunos de Zoio, o bar passou a ser conhecido por esse carinhoso apelido.

O atendimento, a localização, e o preço razoável em comparação aos bares da região, fizeram com se tornasse o point da Faculdade. A fama é tanta que os novos alunos, em seu primeiro dia, são convidados pelos veteranos a irem até lá para conhecerem uns aos outros e se tornarem frequentadores.

Quem passa no fim da sexta-feira na Avenida Paulista,  pode ver a calçada do Zoio lotada de alunos da Cásper, o que já se tornou uma tradição. Quando a pergunta é “O que fazer na sexta-feira?” a resposta é sempre a mesma, “Vamos ao Bar do Zoio!”.

Por Carolina Passoni

Faculdade Cásper Líbero, 65 anos de história, conquistas e tradições

Em 1947, o desejo descrito no testamento do advogado, jornalista e empresário Cásper Líbero  se realizou, dando origem à Faculdade Cásper Líbero, escola pioneira do ensino superior de jornalismo no Brasil. Vinte e três anos mais tarde, surgiram os cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda e, em 2002, o curso de Rádio TV.

Além da graduação, a faculdade oferece cursos de pós-graduação e mestrado.  A instituição se preocupa com a formação de seus alunos, e sempre investe no ensino, mantendo-se atualizada sobre o mercado de trabalho e repassando isso dentro das salas de aula.

O corpo docente é composto por grandes profissionais da área de comunicação, os professores são também, em muitos casos, presidentes de associações de suas categorias. Luiz Alberto de Farias, professor e coordenador de Relações Públicas, é um bom exemplo disso, atuando também como Presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP).

Segundo declaração publicada no próprio site da faculdade, Tereza Vitali, diretora da instituição, diz que, “a Cásper Líbero acredita que a relação ensino-aprendizagem deva constituir uma experiência estimulante, produtiva e prazerosa, que passe pelo crivo de um consistente embasamento sociocultural.”. Vitali ainda afirma: “Uma das grandes preocupações da Faculdade Cásper Líbero, ao longo dos seus mais de 60 anos de existência, é fazer com que a formação técnica dos alunos seja complementada por uma formação ética e humanística de excelência – absolutamente necessária a qualquer atividade no mundo da comunicação.”.

O resultado desse trabalho está nas diversas premiações concedidas aos cursos da Faculdade, dentre eles aos de Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, no evento Mídia Estadão 2011 e 29º PRÊMIO ABRP – 2011, respectivamente. A aluna Larissa Tsuboi Ogusico representou também o curso de Jornalismo, ficando entre os seis finalistas do prêmio Santander.

Por esses e outros motivos e pelo comprometimento em formar grandes profissionais da comunicação, a Faculdade Cásper Líbero é considerada uma das melhores no ensino de comunicação do Brasil.

Por Carolina Passoni

Juca - Jogos Universitários de Comunicação e Artes

Agora que já falamos sobre a atlética Jesse Owens, sua história, tradições e como funciona, o assunto será um dos eventos mais esperado pelos alunos, que junta o esporte a diversão, o Juca.

A Liga Atlética de Comunicação e Artes - LAA é responsável pela organização e realização do Juca (Jogos Universitários de Comunicação e Artes), que tem caráter universitário, desportivo e social. A LAA é constituída por Associações Atléticas Acadêmicas, representantes dos alunos de Comunicação Social e Artes de Instituições do Ensino Superior - IES.

O Juca é realizado anualmente, desde 1993, no feriado de Corpus Christi. Tem quatro dias de duração e é comumente realizado em uma cidade do interior Paulista. É composto por oito atléticas das seguintes faculdades: Anhembi Morumbi, Belas Artes, Cásper Líbero, ECA-USP, Mackenzie, Metodista, PUC-Campinas e PUC-SP.

Durante esses quatro dias são realizados jogos entre as faculdades. São 15 modalidades que vão desde jogos de xadrez até o famoso futebol. Para competir, a Cásper conta com seu exército vermelho, que fez da Faculdade Cásper Líbero, em 2011, a campeã do Juca.  

A cada jogo, é visível a torcida e os atletas se dedicando pela sua universidade, dando o melhor de si em busca de se tornar campeões. Para animar as torcidas, a Cásper conta com o famoso Homem Pássaro, mascote da Atlética, com a vibração da bateria e com a torcida organizada da Aguante. À noite, as faculdades deixam as rixas de lado e todos vão às festas se divertir e curtir as bandas e os DJs que animam as noites.

A emoção, diversão e a dedicação estão presentes em todas as edições dos Jogos Universitários de Comunicação e Artes, além do fato de que o evento anima as cidades por onde passa. Por esses e outros motivos, o Juca é considerado o maior evento universitário do Estado de São Paulo.

Por Carolina Passoni

A atlética Jesse Owens

“Só eu sei por que não fico em casa. Sempre contigo, Cásper”

A faculdade deixou de ser apenas um local de estudos, ela vai mais além. Muitos estudantes vestem a sua camisa e aproveitam tudo que a vida universitária pode oferecer. Esse é o papel da atlética, proporcionar diversão, emoção e incentivar o esporte universitário.

A Associação Atlética Acadêmica Jesse Owens, a atlética da Cásper, surgiu em 1993 e é formada por estudantes de todos os cursos da faculdade que se reúnem periodicamente para fazer com que os anos na universidade sejam inesquecíveis.

A atlética promove campeonatos interclasses, como a copa Gerson; amistosos entre faculdades; providenciam treinos e contratam treinadores, sempre incentivando o esporte.

Além dos jogos, são feitas festas anuais, que aliviam as tensões das provas e trabalhos bimestrais, como: as cervejadas; a famosa festa do branco, Marquesa; a Pororoca Louca, em que a fantasia garante a diversão, e a Tequilada, que finaliza o ano letivo.

Segundo o vice-presidente da atlética, José Luiz Fuzioka, “Tudo o que fazemos está voltado para o esporte, ou seja, nossas festas, produtos que vendemos, tudo é para conseguir verba para sustentar o esporte”. Sobre a relação com a faculdade, Fuzioka esclarece: “Sempre que precisamos de algo, eles tentam nos ajudar o máximo possível e vice e versa.”

Estar na atlética não é como um trabalho e, sim, algo a mais, é um sentimento. Podemos entender isso melhor com a seguinte declaração do vice-presidente: “Uma vez eu ouvi do Tácio (ex-presidente) a seguinte frase que é a que melhor se encaixa pra mim: e quando você olhar para a festa com todo mundo feliz e se divertindo, ver que é responsabilidade sua, ver que você pode proporcionar aquilo, você vai se orgulhar e se sentir muito feliz, e, enfim, entender por que você não consegue explicar para aquele amigo da sala, para os pais, o porquê de colocar a Jesse como prioridade em tudo que faz."

Assim, podemos entender a frase do início: A atlética Jesse Owens faz da Cásper Líbero, não apenas uma faculdade, mas um local de convívio social no qual pessoas com interesses diversos e comuns se unem para levar o nome e as cores da faculdade para além do estudo e do espaço acadêmico.

Por Carolina Passoni

quarta-feira, 11 de abril de 2012